Pesquisa brasileira utiliza nanopartículas para combater avanço do câncer de mama

Estudo da Fiocruz Minas identificou redução de tumores e de focos de metástase em camundongos, além de estimular células de defesa do organismo

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Uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas) identificou resultados promissores no combate ao câncer de mama por meio de nanopartículas de óxido de ferro. A tecnologia conseguiu reduzir o crescimento de tumores e a presença de células cancerígenas nos pulmões de camundongos, além de estimular a resposta do sistema imunológico.

O estudo utilizou nanopartículas de óxido de ferro revestidas com polianilina, capazes de modificar o ambiente em que o tumor se desenvolve. A estratégia busca impedir que o câncer consiga escapar da ação das defesas naturais do organismo.

Nos experimentos, os pesquisadores observaram aumento das células natural killers (NK), responsáveis por reconhecer e destruir células alteradas, e redução de neutrófilos associados à progressão tumoral. Também foi identificada uma alteração no comportamento dos macrófagos, células de defesa que podem favorecer ou combater o desenvolvimento do câncer.

Outro resultado importante foi a redução dos focos de células tumorais nos pulmões dos animais tratados, indicando menor disseminação da doença. Os pesquisadores também observaram diminuição de aproximadamente 50% no volume e no peso dos tumores.

Os resultados foram publicados em maio de 2025 na revista científica Cancer Nanotechnology e representam mais um avanço de uma linha de pesquisa brasileira sobre o potencial das nanopartículas no tratamento do câncer.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda não está disponível para pacientes. São necessários novos estudos para avaliar segurança, dosagem e possíveis efeitos adversos antes do início dos testes clínicos em seres humanos.