Nova York decreta emergência por surto de sarampo e amplia vacinação
Estado registrou 108 casos neste ano, enquanto a Pensilvânia ultrapassou mil infecções; medida busca acelerar vacinação e ampliar a atuação de profissionais de saúde
O avanço do sarampo voltou a acender o alerta nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (5), a governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou emergência estadual de desastre diante do aumento de casos, principalmente em comunidades rurais com baixa cobertura vacinal. A medida é válida até 4 de novembro e prevê ações para ampliar a vacinação e agilizar a investigação de casos suspeitos.
Até 3 de outubro, Nova York contabilizava 108 casos de sarampo em 2026. Desse total, 92 foram registrados desde 15 de julho em comunidades rurais pouco imunizadas de 18 condados. Segundo o governo estadual, mais de mil doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, já foram aplicadas nas áreas afetadas desde o início desse período.
A ordem executiva também amplia a rede de profissionais habilitados a atuar na resposta ao surto. Farmacêuticos passam a poder vacinar crianças a partir dos dois anos, enquanto enfermeiros registrados podem solicitar testes para casos com suspeita de sarampo. A determinação ainda estabelece que as aplicações da vacina tríplice viral sejam registradas nos sistemas estaduais de imunização em até 72 horas. A vacinação continua dependendo do consentimento do paciente ou de seu responsável legal.
O cenário é ainda mais preocupante na vizinha Pensilvânia. O Departamento de Saúde do estado informou, em 5 de outubro, 1.004 casos confirmados em 39 condados, além de 198 hospitalizações e cinco mortes relacionadas à doença.
Em todo o país, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) havia contabilizado 3.887 casos confirmados até 1º de outubro, em dados preliminares. O órgão destaca que uma cobertura vacinal superior a 95% é importante para manter a proteção coletiva contra o sarampo.
O ressurgimento da doença reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção, especialmente em locais onde a cobertura vem caindo. Para além do controle de surtos, ampliar o acesso à imunização e garantir informação confiável são medidas fundamentais para evitar casos graves e novas mortes por uma doença imunoprevenível.