Jovens passam mal em escola após tomarem medicamento achado na rua
Seis adolescentes em São Paulo ingeriram clonazepam, substância de uso controlado; caso reacende debate sobre o uso responsável e o papel educativo do farmacêutico na sociedade
Seis adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos, passaram mal na manhã desta quarta-feira (6) em uma escola estadual localizada na região do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, após ingerirem clonazepam, medicamento de uso controlado indicado para o tratamento de crises convulsivas, distúrbios do sono e transtornos de ansiedade.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um funcionário percebeu que os estudantes apresentavam sonolência e acionou o socorro imediatamente. Durante o atendimento, os próprios adolescentes relataram ter ingerido dois comprimidos cada um, fora da escola, e começaram a sentir os efeitos já dentro do prédio. Dois deles apresentaram sonolência intensa, enquanto os outros quatro tiveram sintomas mais leves. Nenhum dos jovens chegou a desmaiar.
O episódio acende um alerta sobre os riscos do uso inadequado e não supervisionado de medicamentos controlados. Essas substâncias exigem prescrição de profissional habilitado e acompanhamento profissional, pois podem causar dependência e reações adversas graves quando utilizadas de maneira incorreta. Nesse contexto, o papel do farmacêutico é essencial, tanto na orientação sobre o uso racional de medicamentos quanto na conscientização sobre os efeitos e as interações que podem ocorrer durante o tratamento.
O farmacêutico também tem papel decisivo na educação em saúde, promovendo o uso seguro de medicamentos e orientando a população sobre o armazenamento e o descarte adequados. Medicamentos vencidos ou em desuso não devem ser descartados no lixo comum ou no esgoto, pois isso representa risco de contaminação ambiental e de exposição indevida, especialmente entre crianças e adolescentes.
A orientação é que esses produtos sejam entregues em farmácias e pontos de coleta autorizados, onde recebem o tratamento correto antes da eliminação. Essa prática reduz o impacto ambiental e evita que substâncias perigosas voltem a circular de forma inadequada.
O caso reforça a importância da educação em saúde nas escolas e na comunidade, destacando o papel do farmacêutico como profissional de confiança, responsável por promover o uso consciente e seguro dos medicamentos e contribuir para a proteção da saúde pública.