62% dos brasileiros conhecem usuários de canetas emagrecedoras, aponta pesquisa

CFF alerta para riscos do uso indiscriminado e para a compra de produtos no mercado clandestino

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Pesquisa recente do Instituto Locomotiva, divulgada pelo jornal O Globo, evidencia a rápida expansão do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. O levantamento, realizado com 1.004 pessoas em todo o país, mostra que 62% dos brasileiros afirmam conhecer alguém que utiliza ou já utilizou esses medicamentos. Além disso, em 1 a cada 3 domicílios (33%) há pelo menos um morador que faz ou fez uso. Os dados indicam ainda que 24% dos entrevistados já utilizaram as canetas — sendo 11% usuários atuais — e revelam um ponto de atenção: cerca de 4 em cada 10 usuários adquiriram o produto sem prescrição médica, pela internet ou no exterior.

O cenário reflete não apenas a popularização desses medicamentos, mas também o avanço de práticas que desrespeitam as normas sanitárias brasileiras. No país, esses produtos só podem ser dispensados e utilizados mediante prescrição, uma exigência essencial para garantir a segurança do paciente, diante dos riscos, possíveis efeitos adversos e da necessidade de avaliação clínica individualizada. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) reforça que o uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde e acompanhado de forma contínua.

Nesse contexto, o farmacêutico desempenha papel fundamental no cuidado ao paciente. Cabe a esse profissional orientar sobre o uso correto, acompanhar a adesão ao tratamento, identificar possíveis reações adversas e atuar na prevenção do uso inadequado, contribuindo diretamente para a segurança e a efetividade da terapia.

Outro ponto crítico é o crescimento do mercado clandestino e do contrabando dessas canetas, impulsionado pela alta demanda e pela busca por preços mais baixos. Produtos adquiridos fora dos canais regulados podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou sequer conter o princípio ativo correto, representando sérios riscos à saúde da população.

Diante desse cenário, o CFF alerta para a necessidade de intensificar a fiscalização sanitária e reforça a importância de que a população adquira medicamentos exclusivamente em estabelecimentos regularizados, sempre com prescrição e acompanhamento profissional adequado.