A pomada criada por um farmacêutico que democratizou o cuidado com a pele no Brasil

Lançada em 1915, a Minancora surgiu em um período em que ferimentos simples podiam evoluir para infecções graves e se tornou um símbolo do papel social do farmacêutico na ampliação do acesso à saúde

Image description

Antes da criação da Minancora, situações hoje consideradas simples representavam riscos sérios à saúde da população. Feridas mal tratadas, queimaduras, assaduras em bebês e pequenos machucados frequentemente evoluíam para infecções, especialmente entre famílias de baixa renda. À época, as pomadas disponíveis eram importadas ou de alto custo, inacessíveis para grande parte da população brasileira, o que agravava quadros clínicos evitáveis.

Foi nesse contexto que, em 1915, o farmacêutico Eduardo França desenvolveu a fórmula da Minancora. A partir do conhecimento científico da Farmácia, ele criou uma pomada com propriedades antissépticas, cicatrizantes e calmantes, eficaz e, sobretudo, acessível. O medicamento rapidamente se popularizou, tornando-se uma alternativa segura para o tratamento de problemas de pele comuns e ajudando a reduzir complicações decorrentes da falta de cuidados adequados.

Com o passar dos anos, a Minancora ultrapassou o ambiente doméstico e ganhou reconhecimento institucional. O produto passou a integrar oficialmente os kits de primeiros socorros dos soldados brasileiros, reforçando sua credibilidade, eficácia e importância estratégica no cuidado imediato de ferimentos. Mais de um século depois, a Minancora permanece como um dos medicamentos mais tradicionais do país e um marco da contribuição do farmacêutico brasileiro para a promoção da saúde, a prevenção de infecções e a democratização do acesso a tratamentos essenciais.