CFF lamenta recorde de feminicídios e cobra justiça para mulheres vítimas de violência

Conselho destaca que o cuidado farmacêutico também envolve atenção a situações de violência e lembra casos que vitimaram farmacêuticas nos últimos anos

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O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, data marcada historicamente pela reivindicação de direitos e, sobretudo, pelo direito à vida e à proteção contra a violência.

Desde março de 2015, quando o feminicídio passou a ser tipificado no Código Penal brasileiro, ao menos 13.703 mulheres foram mortas no país sob essa classificação. A série histórica mostra crescimento constante desde o início do monitoramento, com registros que passaram de 449 casos em 2015 para o recorde de 1.568 em 2025, de acordo com dados baseados em boletins de ocorrência das polícias civis estaduais.

A vice-presidente do CFF, Lenira Costa, lamentou os episódios que também atingem profissionais da área farmacêutica. “Todos os anos nos deparamos com casos estarrecedores envolvendo farmacêuticas vítimas de feminicídio. São histórias que nos chocam profundamente e que exigem respostas firmes do Estado e da sociedade. Não podemos naturalizar a violência contra a mulher”, afirmou.

Segundo ela, o conselho seguirá cobrando providências das autoridades. “O CFF não esquecerá de cobrar para que a justiça seja feita por todas as farmacêuticas e por todas as mulheres que sofrem qualquer tipo de violência. É nosso dever institucional e humano manter essa pauta viva e exigir que esses crimes sejam investigados e punidos”, disse.

O conselho também ressalta que o cuidado farmacêutico vai além da orientação sobre medicamentos. Profissionais que atuam em farmácias, hospitais e unidades de saúde frequentemente estão entre os primeiros a ter contato com mulheres em situação de vulnerabilidade, o que torna essencial a atenção a sinais de violência e o encaminhamento adequado para redes de proteção e apoio.