Toxicologia em destaque: CFF participa de um dos maiores congressos científicos da área no país
Debates sobre medicamentos, agrotóxicos, novas substâncias psicoativas e segurança da população marcaram a participação do Conselho Federal de Farmácia no CBTOX 2026
A toxicologia está cada vez mais presente nos grandes desafios da saúde pública, da regulação sanitária e da segurança da população. Foi nesse cenário que o Conselho Federal de Farmácia (CFF) participou do XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOX 2026), realizado entre os dias 3 e 6 de junho, em São Paulo, reunindo especialistas de todo o Brasil e do exterior para discutir os rumos da ciência e os impactos da toxicologia na vida da sociedade.
Promovido pela Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox), o evento é considerado um dos principais fóruns científicos da área no país e reuniu pesquisadores, profissionais da saúde, representantes de órgãos reguladores, estudantes e especialistas internacionais para debater temas que vão desde medicamentos e agrotóxicos até novas substâncias psicoativas, avaliação de riscos e métodos alternativos ao uso de animais em pesquisa.
Representando o CFF, a vice-presidente da entidade, Lenira Costa, acompanhou a programação científica e institucional do congresso, participando de reuniões e diálogos com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, da diretoria da Sociedade Brasileira de Toxicologia e de outras instituições ligadas à saúde e à pesquisa científica.
“O CBTOX representa um dos mais importantes espaços de diálogo entre ciência, gestão e regulação. A participação do CFF fortalece a integração entre pesquisadores, profissionais e autoridades sanitárias, ampliando a contribuição dos farmacêuticos para a promoção da saúde e para a segurança da população”, destacou.
Ciência aplicada aos desafios atuais
Ao longo dos quatro dias de congresso, os integrantes do Grupo de Trabalho sobre Toxicologia do CFF acompanharam conferências, mesas-redondas, minicursos e apresentações de pesquisas que abordaram temas considerados estratégicos para o país.
Entre os assuntos debatidos estiveram a toxicologia clínica, a toxicologia ambiental, a toxicologia regulatória, os riscos relacionados ao uso de dispositivos eletrônicos para entrega de nicotina, a exposição a agrotóxicos, a segurança de medicamentos, além dos desafios impostos pelo surgimento de novas substâncias psicoativas.
As discussões também abordaram a necessidade de aprimorar os processos de avaliação de risco e fortalecer a produção de evidências científicas capazes de subsidiar decisões regulatórias e políticas públicas.
Fortalecimento da atuação farmacêutica
Para o coordenador do Grupo de Trabalho sobre Toxicologia do CFF e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia, José Roberto Santin, o congresso foi uma oportunidade estratégica para aproximar a comunidade científica das discussões regulatórias e profissionais.
“A toxicologia desempenha papel fundamental na proteção da saúde da população. Eventos como o CBTOX permitem que o conhecimento científico seja transformado em ações concretas, fortalecendo a atuação dos farmacêuticos e contribuindo para a construção de políticas públicas baseadas em evidências”, afirmou.
Já o presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia e integrante do Grupo de Trabalho do CFF, Rafael Lanaro, ressaltou a importância da integração entre ciência, regulação e prática profissional.
“O congresso cria um ambiente único para a troca de experiências e para o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios emergentes da toxicologia. A participação ativa do Conselho Federal de Farmácia demonstra o compromisso da profissão farmacêutica com a excelência científica e com a proteção da saúde pública”, destacou.
Conhecimento que gera impacto
Além de promover a atualização técnico-científica dos participantes, o CBTOX 2026 fortaleceu a integração entre pesquisadores brasileiros e internacionais, estimulando debates sobre inovação, educação, pesquisa e os novos desafios enfrentados pela toxicologia em um mundo cada vez mais complexo.
Para o Conselho Federal de Farmácia, acompanhar essas discussões é essencial para ampliar a qualificação dos farmacêuticos, fortalecer a atuação profissional e contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas cada vez mais seguras, eficazes e baseadas em evidências científicas.
Em um cenário marcado pelo surgimento de novas tecnologias, mudanças nos padrões de consumo e desafios sanitários cada vez mais complexos, a toxicologia se consolida como uma área estratégica para a proteção da saúde da população — e os farmacêuticos seguem ocupando papel central nessa construção.