Postagem questionando eficácia dos genéricos viraliza e evidencia desconhecimento popular

Postagem nas redes sociais questiona eficácia dos genéricos, mas especialistas e órgãos de saúde reforçam que esses medicamentos passam por rigorosos testes antes de chegar ao mercado

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Uma publicação que questiona a eficácia dos medicamentos genéricos viralizou nas redes sociais e reacendeu uma discussão antiga entre consumidores. Na postagem, uma pessoa afirma: “Tenho uma raiva quando vou na farmácia atrás de um remédio e a pessoa fala que só tem o genérico e é igual. Não gente, pra mim remédio genérico não é igual”. A declaração gerou milhares de interações e dividiu opiniões na internet.

Apesar da percepção de parte da população, o Ministério da Saúde esclarece que o medicamento genérico contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, sendo administrado pela mesma via e com as mesmas indicações terapêuticas do medicamento de referência. Por isso, apresenta eficácia e segurança equivalentes e pode ser utilizado em substituição ao produto de marca.

Para garantir essa equivalência, os medicamentos genéricos precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo inclui estudos de equivalência farmacêutica e bioequivalência, que avaliam se o medicamento atua no organismo da mesma forma que o produto de referência. Esses testes são fundamentais para assegurar a qualidade, a segurança e a eficácia dos tratamentos.

A substituição do medicamento de referência pelo genérico correspondente pode ser realizada pelo farmacêutico responsável pela farmácia ou drogaria, conforme previsto na legislação. Os genéricos são facilmente identificados pela tarja amarela na embalagem, que traz a inscrição “Medicamento Genérico”, além da frase “Medicamento Genérico – Lei nº 9.787, de 1999”. Como não possuem marca comercial, o nome exibido na embalagem é o do princípio ativo.

Criados oficialmente no Brasil a partir da Lei nº 9.787, de 1999, os medicamentos genéricos ampliaram o acesso da população aos tratamentos. Entre as principais vantagens estão o menor custo, que deve ser pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência, o aumento da concorrência no mercado e a ampliação do acesso a medicamentos de qualidade, seguros e eficazes para milhões de brasileiros.