CFF condena mais um feminicídio contra farmacêutica e cobra ações urgentes de proteção às mulheres
Assassinato de Idivania Felix Morais Sousa, conhecida como “Mocinha da Farmácia”, gera comoção e reforça alerta sobre a violência de gênero no Brasil
O Conselho Federal de Farmácia manifesta profundo pesar e indignação diante do assassinato da farmacêutica Idivania Felix Morais Sousa, conhecida popularmente como “Mocinha da Farmácia”, morta a tiros dentro da própria residência, em Lajeado Novo, no Maranhão. O caso, investigado como feminicídio, causa revolta e reacende o alerta para a escalada da violência contra mulheres no Brasil.
“Recebemos com profunda tristeza e indignação a notícia de mais um feminicídio que destrói uma família e interrompe a vida de uma profissional querida pela comunidade. O Conselho Federal de Farmácia condena com veemência toda forma de violência contra a mulher. É urgente que as autoridades brasileiras tratem a segurança das mulheres com mais rigor, responsabilidade e efetividade. Não podemos aceitar que tantas vidas continuem sendo perdidas para a violência de gênero”, declara o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades policiais, o suspeito do crime foi preso preventivamente após ser localizado na zona rural de Ribeirãozinho. De acordo com registros da investigação, ele já possuía histórico de agressões contra a companheira. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
O Conselho Federal de Farmácia se solidariza com familiares, amigos e colegas de profissão neste momento de dor e reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres, da ampliação dos mecanismos de denúncia e de respostas mais rápidas e firmes diante de casos de violência doméstica.
Nenhuma mulher deve perder a vida por violência de gênero. O enfrentamento ao feminicídio precisa ser tratado como prioridade permanente pelas autoridades e por toda a sociedade brasileira.