Sarampo volta a matar nos EUA e reforça importância da vacinação

Jovem de 18 anos morreu na Pensilvânia após uma complicação neurológica da doença; no Brasil, vacina está disponível gratuitamente pelo SUS

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Um jovem de 18 anos morreu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, após desenvolver uma complicação neurológica rara e grave associada ao sarampo, a encefalomielite disseminada aguda (ADEM). O caso foi confirmado pelas autoridades de saúde do estado em 15 de setembro e representa a quarta morte associada ao sarampo na Pensilvânia em 2026. O jovem não estava vacinado.

As quatro mortes ocorreram durante o pior surto de sarampo registrado na Pensilvânia em décadas. Entre as vítimas estão dois bebês que eram pequenos demais para receber a vacinação de rotina e uma mulher de 40 anos. Nos quatro casos, não havia vacinação contra o sarampo registrada.

O episódio mostra como uma doença altamente contagiosa pode voltar a provocar casos graves quando a cobertura vacinal diminui. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo. Nos Estados Unidos, duas doses da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR ou MMR) oferecem cerca de 97% de proteção.

E no Brasil?

No Brasil, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente pelo SUS. Na rotina, a primeira dose é indicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Para pessoas de 12 meses a 29 anos sem comprovação de esquema completo, são indicadas duas doses. Entre 30 e 59 anos, uma dose é indicada para quem não tem comprovação de vacinação completa. Trabalhadores da saúde devem receber duas doses, conforme o histórico vacinal.

Para se vacinar, basta procurar uma unidade de saúde ou sala de vacinação do SUS e verificar a situação do Cartão de Vacinas. Mesmo quem perdeu o documento pode ser vacinado, de acordo com as orientações do serviço de saúde.

Manter a vacinação em dia é uma medida individual e coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação do vírus e a possibilidade de pessoas vulneráveis serem expostas a uma doença que pode causar complicações graves e levar à morte.