CFF lamenta morte de farmacêutico e cobra segurança pública e valorização da categoria
Conselho lamenta a morte de Jorzelio Peçanha Almeida Júnior, cobra políticas eficazes de segurança pública e defende a aprovação do piso salarial nacional como medida de dignidade e proteção
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) manifesta profundo pesar pela morte do farmacêutico Jorzelio Peçanha Almeida Júnior, que perdeu a vida enquanto trabalhava como motoboy para complementar sua renda, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (BA). A trajetória interrompida de um profissional formado em uma área essencial à saúde evidencia a dura realidade de muitos farmacêuticos brasileiros. O CFF se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor.
Ao mesmo tempo, o CFF conclama o poder público e a sociedade a refletirem sobre a necessidade urgente de valorização da categoria. Todo farmacêutico merece remuneração justa, que permita viver com dignidade do exercício da profissão, sem precisar de múltiplos empregos. Por isso, o CFF atua pela aprovação do piso salarial nacional na Câmara dos Deputados.
O fato de Jorzelio ser servidor público municipal reforça essa reflexão. Estudo realizado pelo CFF comprova que os municípios são os entes que pior remuneram farmacêuticos, levando muitos a múltiplos vínculos de trabalho. Que esta tragédia sensibilize autoridades federais, parlamentares e gestores públicos para a valorização da categoria.
O CFF também cobra políticas públicas eficazes de segurança. Todo farmacêutico é cidadão e tem direito constitucional de trabalhar e voltar para casa em segurança. Nenhum profissional da saúde deve viver sob medo da violência.
“O Brasil não pode aceitar que farmacêuticos ou qualquer cidadão percam a vida em um cenário de violência. Segurança pública é prioridade absoluta. Mas também precisamos enfrentar a realidade de profissionais que acumulam empregos para sobreviver. A valorização profissional é também uma política de proteção à vida. Faço um apelo aos deputados para que aprovem o piso salarial e aos gestores para que reconheçam a importância desses profissionais. O piso representa dignidade e justiça social”, afirma o presidente do CFF, Walter Jorge João.
O CFF seguirá atuando pela valorização profissional, aprovação do piso salarial nacional e fortalecimento da segurança e das condições de trabalho dos farmacêuticos. Proteger quem cuida da saúde da população é dever do Estado brasileiro.